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Regras de publicidade

Publicidade em saúde, imóveis e veículos: o que a agência não pode prometer

Agência que anuncia para clínica, imobiliária ou loja de carro trabalha sob regras pelas quais o próprio cliente responde. Nenhum conselho da saúde permite prometer resultado, o anúncio de imóvel leva o CRECI e o de carro financiado precisa mostrar taxa e custo efetivo total. Os cinco guias abaixo resumem cada regra.

Atualizado em · Por Diogo Santos Mata

Os guias abaixo resumem o que os alertas dos playbooks do Sidebase afirmam sobre publicidade em cada nicho. Cada linha tem a norma, o artigo e o link para o texto oficial. Conferido em 12/10/2026: as afirmações foram conferidas contra o texto oficial das normas, e o que estava diferente foi corrigido. Quando a regra está em revisão, em disputa ou sem fonte oficial, ela aparece como "em aberto", sem tomar partido.

Por que isso importa na call de venda

A regra de publicidade parece assunto para depois do contrato, mas aparece na call. O dentista pergunta se pode postar antes e depois. O médico quer saber se pode anunciar o preço da consulta. O corretor tem medo de notificação do CRECI. O lojista quer anunciar "aprovado mesmo negativado" porque o concorrente anuncia.

Se o vendedor da agência não sabe responder, perde a venda para a insegurança. Se responde errado, ganha um cliente que vai ter problema, e esse problema volta para a agência. Por isso os cards do Sidebase trazem o alerta: o vendedor vê, no momento da objeção, o que não pode dizer e por quê.

A regra que vale para todos

Promessa de resultado. Nos cinco nichos, os alertas cortam garantia de pacientes, de vendas, de leads e de faturamento. Na saúde, a promessa é vedada pelos conselhos: CFM (Res. 2.336/2023, art. 11, XII), CFO (Res. 196/2019, art. 2º, §1º), CFBM (Res. 330/2020, art. 11, b) e COFEN (Res. 554/2017, art. 4º, VI). Para quem não tem conselho, como a esteticista, a revenda e a própria agência, vale o Código de Defesa do Consumidor: publicidade que induz a erro é enganosa (art. 37), e a oferta feita obriga quem a fez (art. 30).

Os playbooks do Sidebase têm 172 cards, e 101 trazem um alerta do que não dizer. Em 49 deles, o alerta cita a norma de um conselho ou uma lei.

Perguntas frequentes

Agência responde pelo que publica para o cliente?

Os alertas lembram que, na saúde, quem responde ao conselho é o profissional: o médico pelo que a agência publica (Res. CFM 2.336/2023, art. 3º), o dentista pelo post com o nome e o CRO dele (Res. CFO 196/2019, art. 4º). Pelo CDC, a oferta anunciada obriga quem anuncia. Por isso a aprovação do cliente antes de publicar é parte do processo.

Estas páginas substituem a consulta ao conselho?

Não. São resumos do que os alertas dos playbooks afirmam, com norma, artigo e link, conferidos contra o texto oficial na data indicada. As regras mudam, e algumas estão em revisão ou em disputa. Antes de publicar, confirme com o conselho regional do cliente ou com um advogado.

O que fazer quando a regra está em aberto?

Trate como risco e decida com o cliente, por escrito. Os guias marcam como "em aberto" o que está em disputa judicial, sem regra clara ou sem fonte oficial encontrada, como o desconto com valor no anúncio de dentista e a harmonização facial feita por dentista.